Blog do Matias

John, Paul, George e... Jimmie Nicol? A história do baterista que foi um beatle por 13 dias vai virar filme

Alexandre Matias

06/03/2017 09h13

O posto imaginário de “quinto beatle” é uma das mais clássicas disputas dessa síndrome compulsiva e até então sem cura chamada beatlemania. Ao tentar decifrar o enigma que torna os quatro cabeleiras do pós-calypso uma das mais sólidas entidades da história da cultura popular contemporânea, fãs de todo o mundo começaram um jogo que cogita incluir um quinto elemento no quarteto perfeito formado por John, Paul, George e Ringo. Não faltam candidatos: do empresário Brian Epstein ao produtor George Martin, passando pelos ex-integrantes Pete Best e Stuart Sutcliffe e integrantes do círculo interno do grupo, como Neil Aspinall, Derek Taylor e Mal Evans, até o radialista Murray the K, autor do termo que batiza o jogo.

Mas se há tantos candidatos a quinto integrante, a concorrência torna-se menor no posto de “quarto beatle”, um papel formado apenas por bateristas, uma vez que a tríade formada por John Lennon, George Harrison e Paul McCartney em 1957 só se separou depois que a banda acabou, em 1970. Ringo Starr foi o último integrante a entrar no grupo e segurou-se nos três no exato momento em que eles começaram a fazer sucesso. Antes de Ringo veio o já citado Pete Best e até o baterista de estúdio Andy White, que George Martin chamou para gravar a primeira versão “Love Me Do” por não sentir firmeza em Starr, também entrou nessa roda. Mas um único candidato, o desconhecido baterista inglês Jimmie Nicol, ocupou o posto oficialmente no auge da beatlemania e sua história agora vai virar filme.

O livro The Beatle Who Vanished (O Beatle que desapareceu), autopublicado pelo jornalista e pesquisador norte-americano Jim Berkenstadt em 2013, teve seus direitos para o cinema comprados por Alex Orbison, filho do clássico baladeiro de voz doce Roy Orbison. “Descobri que Jimmie Nicol foi convidado nos bastidores e foi um beatle de verdade que dava entrevistas, ganhava todos os louros e estava ali apenas para ser deixado de lado em um aeroporto”, explica Orbison à revista Billboard sobre a intenção de contar aquela história, que teoricamente terminaria com Nicol ganhando 500 libras ao final do trabalho para depois ser esquecido pela história. “A segunda parte da história é um mistério. Parece ter um enorme apelo”, conclui o produtor.

Nicol substituiu Ringo no início de junho de 1964, quando o baterista original foi hospitalizado com amigdalite às vésperas da primeira turnê do grupo para o Oriente. Ele pode terminar a excursão que os Beatles faziam na Europa, fazendo um show em Copenhagen, na Dinamarca, e dois na Holanda, antes de voarem para o outro lado do planeta e se apresentarem uma vez em Hong Kong e duas em Adelaide, na Austrália. Era o exato momento em que o fenômeno beatle deixava de ser um modismo inglês que havia dado certo nos Estados Unidos e e começava a ganhar contornos épicos de fato. Abaixo, uma reportagem de uma emissora holandesa sobre a passagem dos Beatles pelo país – em holandês – com cenas de Nicol atuando como um beatle – tanto no palco quanto fora dele.

Sobre o Autor

Alexandre Matias, 41, nasceu em Brasília e mudou-se para Campinas em 1993. Começou a trabalhar como jornalista no Diário do Povo, em Campinas, e em 1995 criou a coluna Trabalho Sujo (http://trabalhosujo.com.br/), que manteve em papel pelo tempo que ele trabalhou no jornal, até 1999, quando a transformou em um site, que mantém até hoje. Atualmente mantém o podcast Vida Fodona (http://fubap.org/vidafodona/) e uma coluna sobre música brasileira na revista Caros Amigos. Também produz a festa semanal Noites Trabalho Sujo na Trackers, no centro de São Paulo, onde mora desde 2001. Trabalhou ainda como tradutor de HQs, editor-executivo da Conrad Editora e editor-chefe da agência de notícias do projeto Trama Universitário, da gravadora Trama. Também editou o caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo e foi diretor de redação da revista Galileu, da editora Globo.

Sobre o Blog

A cultura do século 21 é muito mais ampla que a cultura pop, a vida digital ou o mercado de massas. Inclui comportamento, hypes, ciência, nostalgia e tecnologia traduzidos diariamente em livros, discos, sites, revistas, blogs, HQs, séries, filmes e programas de TV. Um lugar para discussões aprofundadas, paralelos entre diferentes áreas e velhos assuntos à tona, tudo ao mesmo tempo.

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